Conexão segura mesmo em lan houses

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26022011

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Conexão segura mesmo em lan houses





As políticas públicas para inclusão social e as novidades no mercado tecnológico desmitificaram o mundo virtual e facilitaram o acesso à internet. Só na banda larga – conexão em alta velocidade – foram registrados 36,1 milhões de acessos no último mês no Brasil, totalizando um aumento de 53% entre janeiro de 2010 e o mesmo mês de 2011. O levantamento é da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que também apontou um crescimento de 85% nos acessos móveis, em modems e terminais 3G.

Paralelo a esse processo de digitalização, disparam também os índices de crimes cibernéticos. No mês passado foram reportados 2.782 crimes virtuais no Brasil, segundo pesquisa da SafeNet. No topo do ranking está a pornografia infantil, com 1.131 denúncias – 0,5% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos de homofobia, xenofobia e racismo tiveram alta de 22,4%, 18,7% e 36,4%, respectivamente.

Com a intenção de coibir a prática de atividades ilegais pela internet, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei (PL 7270/10) que torna obrigatória a manutenção de registro dos usuários de lan houses e estabelecimentos similares que oferecem acesso à internet. A proposta, de autoria do deputado Wellington Fagundes (PR-MT), sugere que o cadastro seja mantido por dois anos e contenha os seguintes dados: número do documento de identidade, do telefone e do IP do computador, endereço e equipamento utilizado, com horários de início e término de uso. Conforme Fagundes, ao mesmo tempo em que as lan houses cumprem um importante papel na democratização da inclusão digital, também permitem o acesso público não identificado à rede. “Esses estabelecimentos normalmente são frequentados por crianças e adolescentes. Ao inibir a prática de delitos, a medida em questão resguardará a segurança dos menores, afastando os delinquentes desses locais e, por conseguinte, de sua convivência”, aponta o deputado, na justificativa do projeto.

Para o delegado de polícia especialista em crimes virtuais, Émerson Wendt, a medida facilitaria as investigações, já que possibilitaria localizar o autor do crime mais depressa. No entanto, ele acredita que o problema dos crimes cibernéticos vai além da falta de registros em lan houses. “Locais que oferecem redes wi-fi também são perigosos, uma vez que o usuário pode acessar a rede, criar uma conta de e-mail, enviar mensagens com conteúdos ilegais e nunca mais voltar a acessar a conta.

Nesses casos, os estabelecimentos que fornecem o acesso não têm como dizer quem foi o usuário”, exemplifica. Segundo Wendt, a lei também seria uma forma de resguardar as lans houses, que não podem ser punidas penalmente, mas sim civilmente, pois a parte prejudicada pode entrar com uma ação de reparação de danos. “Para melhorar a segurança nesses locais, além do controle dos registros, ainda falta uma política de uso, ou seja, deixar claro o que o usuário pode e não pode fazer, bloquear conteúdos impróprios para menores nas máquinas e utilizar ferramentas como firewall e antivírus, dentre outros.”


Fonte: Gazeta do Sul

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