Casas brasileiras com computador aumentaram 9% em 2010, diz estudo

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29062011

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Casas brasileiras com computador aumentaram 9% em 2010, diz estudo




O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou nesta terça-feira (28) os resultados da Pesquisa TIC Domicílios 2010. Segundo os dados do estudo, que entrevistou pessoas em mais de 24,6 mil domicílios em todo o país, entre 2009 e 2010, a proporção de casas brasileiras com um computador passou de 32% para 35%, representando um crescimento de 9%.

Na área urbana, essa proporção passa de 36% em 2009 para 39% em 2010, um aumento de 8%. De acordo com o CGI.br, a proporção de domicílios mais do que dobrou na área urbana nos últimos seis anos, embora o crescimento em 2010 seja menor do que o da pesquisa anterior.

“O crescimento de 8% abaixo da média não significa uma tendência de desaceleração na posse de computadores”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. A pesquisa é realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Na América do Sul, o Brasil ainda está atrás do Uruguai (35%), Argentina (38%) e Chile (40%) em penetração de computador. Comparado com países da Europa, a Alemanha tem 82% de penetração, e a Suécia, 87%. Na Ásia, Coreia do Sul e Japão possuem 81% e 86%, respectivamente.

Conforme a pesquisa, há mais concentração de domicílios com computador na região Sul e Sudeste. O nordeste é onde está a menor penetração.

O principal motivo para a falta de computador em casa é o custo elevado do aparelho. Foi o que respondeu 73% dos entrevistados na área urbana e 78% na área rural. A população de baixa renda está tendo mais acesso ao computador portátil. Entre 2009 e 2010, os notebooks aumentaram a sua presença na classe C em 67%. Na classe B, o aumento foi de 53% contra 31% na classe A.

Internet
O TIC domicílios, que está em sua sexta edição, mostra que, em 2010, o acesso à internet nas casas de regiões urbanas aumentou 15%, taxa inferior a da pesquisa de 2009, que registrou o maior crescimento desde o início do estudo. O aumento de casas brasileiras com conexão entre 2009 e 2010 passou de 27% para 31% nas áreas urbanas. Nas áreas rurais, o acesso ficou estável em 6%.

O acesso em locais como trabalho (22%), escola (14%), "casa de outras pessoas" (27%) e "centros públicos de acesso gratuito à internet (telecentros)" (4%) mantiveram os mesmos patamares da edição anterior.
A média anual de crescimento do acesso à web foi de 19% entre 2005 e 2010.

Indivíduos com baixa escolaridade, principalmente analfabetos e com ensino infantil, representaram o maior aumento entre os usuários de internet. Eles passaram de 9% em 2009 para 13% em 2010. Cerca de 43% dos entrevistados com ensino fundamental, segundo o estudo, acessam a web. Este número era de 36% em 2009, um aumento de 19%.

Usuários que utilizam rede discada tiveram uma redução no TIC Domicílios 2010. Na zona urbana, apenas 13% dos entrevistados utilizam este tipo de conexão, enquanto o uso de banda larga corresponde a 68%. A pesquisa mostra ainda um crescimento no uso de conexões de banda larga móvel, com a popularidade da rede 3G.

Conexões em banda larga fixa cresceram na zona rural. Entre 2009 e 2010, a proporção de domicílios aumentou 9%. O uso de rede 3G cresceu 63% em áreas rurais. Na área urbana, o aumento foi de 67%.

De acordo com o estudo, 57% dos entrevistados responderam acessar a internet em casa, contra 34% em centros públicos pagos (lan houses, por exemplo). Em 2007, o acesso nesses locais era de 49% contra 40% nos domicílios. Em 2009, esse número era de 50% em casa contra 44% em centros públicos. Embora tenha havido redução, as lan houses continuam sendo o segundo local em que os brasileiros mais utilizam para acessar a web.

Cerca de 60% dos internautas da área urbana acessam a web diariamente. Já na zona rural o percentual é de 48%. Cerca de 90% dos usuários da classe A fazem uso diário da internet contra 53% da classe C e 35% da classe D e E.

Entre as barrreiras para o acesso à internet nos domicílios brasileiros estão problemas de custo e de infraestrutura. Entre os lares que possuem computador, mas não têm acesso à web, 49% afirmam que o problema é o alto custo do serviço e 23% éça falta de disponibilidade do acesso na área. Falta de interesse e falta de habilidade foram citados por 16% e 12% dos entrevistados, respectivamente.

Velocidade
Conexões de 1 Mbps estão caindo desde 2008, quando esse tipo de velocidade representava 66% dos acessos. Em 2009, o número caiu para 55% e, em 2010, para 40%, uma redução de 27%. Velocidades acima de 2 Mbps passaram de 7% para 15%. Conexões até 2 Mbps passaram de 15% para 24%.

Redes sociais
A comunicação – e-mail, bate-papo, redes sociais e Skype – é a maior atividade usada na internet para 94% dos usuários da área urbana, indica o estudo. Cerca de 50% dos entrevistados usam algum tipo de rede social, com maior penetração entre os jovens de 16 a 24 anos (80%). O Nordeste é onde está a maior parcela dos entrevistados que afirmaram usar redes sociais, com 75%, seguidos de Sul e Centro-Oeste, ambos com 70%, Norte com 68% e Sudeste com 67%.

Em relação à faixa etária, 82% dos internautas na faixa de 16 a 24 anos participam das redes sociais, diferença de 12 pontos percentuais em relação aos internautas entre 25 e 34 anos. Destes, 70% participam de alguma rede social. Já em usuários com mais de 65 anos, 45% estão em sites de relacionamento.
Casas somente com notebook cresceram de 2% para 4%.

O Twitter é mais utilizado por pessoas das classes A e B, com ensino superior completo e entre indivíduos de 16 a 34 anos. Usuários que aprendem por conta própria a usar o computador estão aumentando, com 69% dos usuários. Cursos de treinamento pago e gratuito estão caindo. "O motivo disso é que as ferramentas estão cada vez mais intuitivas", disse Barbosa.

Celular
O acesso à internet pelo celular teve patamar estável nos últimos anos. O estudo mostrou que 21% da classe A usa o celular para acessar a web, contra 10% da classe B, 5% da classe C e 1% da classe D e E. Já o modem 3G em domicílios da área urbana cresceu de 6% para 10%.

Ataques
Segundo Hartmut Glaser, diretor executivo do CGI.br, não houve invasão nos computadores do governo. Na semana passada, o grupo de hackers LulzSecBrazil reivindicou o ataque à rede do governo e divulgou supostos dados de políticos.

“O que eles fizeram foi derrubar o servidor com DDOS (ataque de negação de serviço), bombardeando um servidor até que ele caia. Não temos banda para suportar um ataque de DDOS. Não houve roubo de senhas. Este é um movimento para mostrar que o indivíduo conseguiu fazer uma pichação”, disse.

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/casas-brasileiras-com-computador-aumentaram-9-em-2010-diz-estudo.html
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