LAN HOUSE COMO FERRAMENTA PARA INCLUSÃO DIGITAL

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16112011

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LAN HOUSE COMO FERRAMENTA PARA INCLUSÃO DIGITAL




Este artigo tem como objetivo apresentar o estudo sobre as Lan Houses como uma ferramenta para o processo de inclusão digital no Brasil, explicando desde a sua chegada no país, até o momento e como esta vem se tornando um requisito importante para acelerar no processo de informatização.

Introdução

Desde a época em que Stevie Jobs com suas agressivas estratégias de marketing, colocou a idéia de que o computador de uso pessoal estaria ao alcance de todos, a inclusão digital no mundo começou a caminhar em passos largos, pois dessa vez os computadores não estavam em sua maioria fechados somente uso militar, acadêmico e de grandes empresas. Pessoas comuns já começaram a adotar a ideia que poderiam ter um modelo mais compacto, simples e funcional para auxiliar as tarefas do dia a dia.

Quando chegou ao Brasil os primeiros computadores de uso pessoal com preços bem elevados, apenas alguns usuários podiam comprar um para uso doméstico, então em 1998 a empresa Monkey Paulista trouxe da Coréia do Sul os primeiros modelos de Lan House que são sucesso desde sua chegada ao Brasil.

Usuários que não tinham computador para uso pessoal ou não possuíam acesso à internet, passaram a ter como navegar na web para fazer novas amizades, procurar emprego e até mesmo participar dos jogos em rede. Graças a esse novo perfil de empreendimento o Brasil acelerou significativamente o processo de inclusão digital de toda a população. Claro que comparado aos países de primeiro mundo estamos ainda muito atrasados, porém graças as Lan Houses esse quadro tende a mudar em um curto espaço de tempo. Graças ao projeto Lei 4361/04 todos esses empreendimento espalhados no Brasil serão regularizados. Na visão de ROUSSEF (2010) presidenta da república, em nosso país existe em torno de 100 mil Lan Houses espalhadas por todo o território nacional e são responsáveis por 50% do acesso dos internautas à grande rede, especialmente nas periferias onde a maioria utiliza estes estabelecimentos para estar conectadas. O governo deve ser parceiro das Lan Houses para criar novos pontos de acesso a internet e fazer as pessoas se integrarem no mesmo espaço para dividir conhecimentos e caminhar juntas rumo a um país melhor.

História

No Brasil, apesar dos primeiros computadores de uso pessoal chegarem nos anos 80, estes ainda tinham valores muito altos e eram utilizados em meio acadêmico, orgãos do governo e empresas de grande porte. Com a chegada da internet para uso da população a corrida por computadores começou a esquentar no país.

Aproveitando o gancho de os brasileiros gostarem de Internet porém por não tendo como acessar a mesma em suas residencias, a empresa Monkey Paulista fundou a primeira Lan House em 1998 na Avenida Paulista e foi um passo significativo para o processo de inclusão digital de brasileiros que ainda eram muito leigos com o uso dos computadores, apesar de gostarem.

Atualmente (desde 2010), o Governo Federal já começa a enxergar as Lan Houses não mais como uma casa de jogos e entretenimento, mas também como um centro de inclusão digital, pois além de acessar a internet para entretenimento as pessoas passaram a utilizá-la para fazer novas amizades e estudos acadêmicos e por essa razão, há um projeto lei em andamento para firmar parcerias entre instituição de ensino publico e Lan House para fortalecer a inclusão digital das camadas sociais menos favorecidas.

Problemática

Segundo a coluna de tecnologia do TERRA (2009) o Brasil é 59º do ranking dos países mais conectados na internet, ficando atrás de países caribenhos e latino-americanos como: Barbados na 36º posição, Chile na 39º, Porto Rico na 42º, Jamaica na 53º, Costa Rica na 56º. Dos países mais bem classificados ficaram Dinamarca em 1º, Suécia em 2º e Estados Unidos em 3º.

Tal cenário demonstra que o Brasil ainda tem muito a melhorar no que diz respeito a inclusão digital, é necessário incentivar o uso dos computadores, facilitar o acesso a Internet e investir em conexões alta velocidade.

Segundo MAURICIO (2010), diretor administrativo da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), que analisou uma pesquisa da Cetic.Br[1] a respeito das Lan Houses brasileiras, constatou que no Brasil boa parte dos acessos a internet ainda acontecem por intermédio desses estabelecimentos, principalmente em camadas sociais menos favorecidas. Obviamente é necessário enxergar as Lan Houses com outros olhos, não mais como uma casa de jogos, mas sim como uma ferramenta de auxilio para trabalhar na Inclusão Digital.

"Não há dúvida que as lan houses têm um papel significativo ainda no projeto de inclusão digital no Brasil. Elas são, muitas vezes, o único local de acesso à rede da população. No Nordeste e no Norte, onde as ofertas de banda larga são menores, essa realidade é ainda mais percebida. Muitos vão para acessar à Internet, mas para fazer serviços, uma opção importante para sustentar os negócios com a disseminação dos acessos previstos pelo Programa Nacional de Banda Larga"

Alexandre Barbosa. Gerente da Cetic.Br, trecho extraído só artigo de RAFAEL(Sem Lan House, inclusão digital no Brasil falha).

Infelizmente, há leis municipais que não pensam em Lan Houses como um centro de inclusão digital, mas sim como uma casa de jogos tem-se de exemplo o terceiro artigo da Portaria nº 11/2007 do Juizado da Infância e Adolescência da Comarca de Cuiabá que impõe uma distância mínima de 400 metros entre Lan House e escolas, este é um cenário que precisa mudar o quanto antes para facilitar o acesso dos jovens a internet e criar vínculos entre escola e Lan House para prover aceleração da inclusão digital e melhorar a qualidade de ensino.

Lan House Vs. Telecentro

Os telecentros são centros de inclusão digital de caráter publico, espalhados pelo Brasil. Segundo a Prefeitura de Porto Alegre (2009). Os Telecentros são de acesso publico a informática, onde os computadores são conectados a uma rede local e a mesma é conectada a internet. Os usuarios podem acessar páginas web, correio eletrônico e desenvolver atividades acadêmicas.

Temos também as Lan Houses que são de iniciativa privada, onde Lan é uma abreviatura inglesa de Local Area Network. cuja a tradução é Rede de Área Local ou Rede Local e House é uma palavra inglesa de tradução casa. Segundo ALMEIDA, et. all (2005, p. 28), Lan House é um ambiente mais confortável com ar condicionado, poltronas confortáveis, computadores mais modernos em rede que interagem por meio de jogos, internet, e tudo integrado em ambiente High-Tech. Ela é capaz de fazer as mesmas funções do que o Telecentro porém com muito mais comodidade ao cliente.

Em todo o Brasil os Telecentros propiciam essa inclusão digital de toda a sociedade, oferecendo acesso gratuito a Internet, porém isso esta se tornando muito custoso ao estado, pois além de ter que criar programas para incentivar o uso dos Telecentros, o mesmo também precisa de mão de obra qualificada para a manutenção que a rede venha precisar e funcionários para gerenciar a unidade. Se acordo com GOMES (2010) o custo da hora em uma Lan House é R$1,50 por usuário, enquanto que nos Telecentros é de R$ 7,00. Seria um uma falta de prudencia fechar os olhos a essa situação sabendo que fazer a parceria entre Governo e Lan House é algo que beneficiaria ambas as partes.

Lan House e a inclusao digital

A inclusão digital consiste não somente fornecer um computador a preços mais baixos, ou deixar as pessoas ficarem trinta minutos por dia navegando na internet. Segundo o site CAMINHO DA INCLUSÃO DIGITAL (2007) a inclusão digital consiste em democratizar a tecnologias e fazer com que o conhecimento absorvido em informática seja utilizado para melhorar a condição social do usuário.

Apesar dos esforços do governo federal com programas nacionais de inclusão digital como Telecentro e o Plano Nacional de Banda Larga. A inclusao digital ainda acontece por Lan Houses. Segundo SCHWARTZ (2009), declarou ao Jornal ABC que a inclusao digital é feita por pessoas e pequenas empresas que vão resolvendo o que o governo não consegue resolver.

RAVELLI (2009) afirma que 47% da populaçao urbana acessou internet por meio de Lan House, este numero se torna ainda mais expressivo em zona rural, em especial com pessoas de renda mais baixa, onde este numero chegou à 58%.

Vale lembrar que estes resultados foram obtidos com Lan Houses que ainda não estão totalmente legalizadas, caso a lei 4361/04 que já foi aprovada pelos deputados e agora (2011) se encontra sob avaliação dos senadores e a espera da aprovação da presidência, quase 100 mil Lan Houses em todo território nacional serão regularizada o que viabilizaria criar parcerias entre instituições de ensino publico e Lan Houses para auxiliar os estudantes em suas pesquisas acadêmicas através do uso de internet em alta velocidade.

Lan House e Educacão

Para garantir a estabilidade e continuidade do negócio por mais um longo tempo, as Lan Houses deverão fornecer cursos de informática, orientar seus clientes sobre o uso correto dos computadores, incentivar o uso da internet para realizar compras on line, unir forças com escolas publicas e privadas para orientar crianças e adolescentes com boas práticas de uso da internet e dar um foco para realizar parcerias com escolas/universidades que trabalham com sistema EAD (Ensino a Distância). BRANDÃO (2010) usando o acesso compartilhado para promover a educação é agregar valor a cada espaço.

Já dispondo de todos os recursos tecnológicos (computadores, internet, impressora, etc.) em um ambiente bem confortável, a Lan House não se limita a somente um ambiente de entretenimento, também se tornar um local de estudo e aprendizado. De acordo com BRANDÃO (2010) pesquisas recentes mostram que a média de aproveitamento escolar de pessoas que estudam em Lan House é maior do que aquelas que estudam em casa, apesar de todo o conforto de estudar em casa, o estudante se dispersa mais facilmente com a televisão, algum amigo que chama no MSN, assistindo vídeos no youtube, etc. Já em Lan House seu aproveitamento torna-se maior pelo fato dele estar pagando pelo tempo de uso do PC, então ele fará o máximo possível para utilizar bem o computador para estudar.

Em um mundo em que a situação mais comum é utilizar a internet em primeiro plano para pesquisas acadêmicas é de se pensar que futuramente toda nossa fonte de conhecimento estará integrada numa gigante biblioteca on line onde deveremos saber utilizá-la de maneira correta e segura. MATHIAS (2010) Lan House futuramente será uma referencia de aprendizado se popularizar os recursos de T.I. Faz-se necessário aproveitar toda essa grandiosidade de entretenimento para gerar conhecimento e inclusão digital.

Para poupar custos e otimizar a inclusão digital com os recursos que dispomos atualmente (2011), seria interessante de além dos investimentos em internet de alta velocidade, também investir nos pontos de acesso a internet que dispomos. Na visão de BRANDÃO (2010) o futuro do Brasil esta na EAD e para facilitar o trabalho das EAD precisaremos de pontos de acesso coletivo a internet e atualmente estes pontos são as Lan Houses.

Conclusão

As Lan Houses em sua maioria são microempresas e as microempresas representam mais de 90% dos empreendimentos em todo o país, apesar que a aquisição de computadores e internet em residencias esteja cada vez mais acessível, as Lan Houses mesmo em sua maioria sendo clandestinas, ainda ajudaram o Brasil não estar com uma colocação pior no ranking de países mais conectados a internet.

A população de forma geral precisa parar de ver a Lan House somente como um ambiente de jogos e entretenimento ou conversas em chat. Necessita – se de fazer estes estabelecimentos como um local de integração social e espaço para compartilhar conhecimento criando parcerias entre instituições de ensino e Lan House através de programas para educação digital, utilização de sistemas EAD, preços especiais para alunos e professores, etc.

Estabelecimentos que não fizerem um investimento adequado para inclusão digital, já esta fardado a falência conforme acelera o ritmo para a aquisição de tecnologia esta cada vez mais fácil.


Fonte: Administradores

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