Em 'lan house de trabalho', pessoas dividem net e ideias

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09032010

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Em 'lan house de trabalho', pessoas dividem net e ideias




Em 'lan house de trabalho', pessoas dividem internet, telefone e ideias

Escritórios de coworking atraem autônomos e pequenas empresas. Profissionais querem mobilidade, mas local para compartilhar impressões.

A difusão da banda larga e a popularização dos notebooks permitem a milhares de pessoas trabalhar, em tese, em qualquer lugar. Mas, para muitas delas, a liberdade oferecida pela mobilidade pode até atrapalhar.

Foi o que aconteceu com a publicitária Fernanda Nudelman Trugilho, de 29 anos, quando trabalhava como freelancer para uma empresa de consultoria em São Paulo.

“No começo, achei muito legal trabalhar em casa, mas logo começaram a aparecer os problemas. Falta infraestrutura, disciplina, separação entre o que é vida pessoal e o que é trabalho”, comenta.

Acreditando que outros profissionais teriam os mesmos problemas que ela, Fernanda abriu o Pto de Contato, escritório pioneiro de coworking do Brasil, em 2008.

Ao lembrar a origem do empreendimento, a publicitária conta que, em 2005, após meses trabalhando sozinha em casa, comprou um roteador e tentou convencer amigos a trabalharem na casa dela. Não funcionou. Depois, levou seu notebook para cafés de São Paulo que ofereciam acesso à internet. A sensação de obrigação em consumir algo, a falta de pessoas para trocar ideia e até mesmo a dificuldade de manter o computador ligado na tomada atrapalhavam a rotina da publicitária. A última tentativa foi a de um escritório virtual, pequenas salas onde se trabalha sozinho, mas não deu certo: além de caras para seu orçamento, eram impessoais demais.

Ainda naquele ano, Fernanda topou com o coworking. Ao pesquisar sobre alternativas de trabalho na internet, a publicitária caiu em um site que falava sobre o espaço Hat Factory, aberto pelo programador de sistemas Brad Neuberg em San Francisco, na Califórnia. Neuberg, que trabalhou em empresas como o Google, foi quem batizou o sistema de coworking – algo como "cotrabalhar", em português.

“Fui vendo que o modelo foi se espalhando pelo mundo. Dizia que, quando chegasse a São Paulo, seria a primeira cliente”, lembra. A publicitária esperou por três anos. Sem perspectiva de encontrar um local semelhante no Brasil, resolveu investir no negócio.

Espaço em SP recebe de advogada a curadora de arte

O espaço de 100 metros quadrados em um pequeno prédio no bairro Pinheiros já está ficando pequeno. Com 20 lugares e 30 clientes, há uma rotatividade de horários. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Além dos clientes fixos, o local recebe ainda trabalhadores que quiserem usar o espaço por um tempo determinado, como uma semana ou um mês, e clientes de outros escritórios semelhantes em outros países, que chegam por meio da rede Coworking Visa.

Os clientes são de diversas áreas: há jornalista, editor de revista, cientista política, arquiteto, advogada, programador web, designer, escritor, curadora de arte urbana. Algumas pessoas são da mesma empresa, duplas, trios, quartetos. As duas conexões de internet – de 6MB e de 1MB – garantem o serviço 100% do tempo. "Não há regras para o uso, o que vale é o bom senso", diz Fernanda.

O analista de sistemas Carlos Eduardo Bruno Pereira, de 29 anos, é um dos clientes. Depois trabalhar por nove anos na área de TI de uma empresa, decidiu deixar o mundo corportativo tradicional, o cargo de gerente e o terno e a gravata para trás.

Em outubro de 2009, largou o emprego e resolveu tentar a vida em uma nova carreira. "Não conseguia pensar e analisar propostas e projetos em casa, então comecei a procurar um espaço. O custo dos escritórios era muito alto. Buscando uma alternativa na internet, encontrei o Pto de Contato", relata.

A divisão dos custos é a primeira vantagem apontada pelos clientes de escritórios de coworking. A "terceirização" dos problemas burocráticos como pagamento de contas ou conserto da pia da cozinha é um alívio para quem decide trabalhar sozinho.

Mas o contato com outras pessoas na mesma situação, mesmo que de áreas completamente diversas, é o grande diferencial: "É muito legal trabalhar aqui. Você está conversando sobre um assunto com alguém e a pessoa da mesa ao lado dá a sua opinião. Além de ajudar uns aos outros com ideias, cria-se uma rede de contatos, até mesmo parceiros. Eu estou montando uma franquia de escola de idioma, não trabalho mais com tecnologia, mas já recebi algumas propostas na área de outras pessoas aqui", conta Pereira.

The Hub incentiva inovação e transformação social

Esse espírito de troca de ideias é o mote de outro escritório de coworking na capital paulista. Para trabalhar no The Hub, que faz parte de uma rede internacional, é preciso ter um projeto "inovador de transformação social".

O candidato a "cotrabalhador" precisa preencher um questionário e passa por uma entrevista. "Queremos inspirar e apoiar empreendimentos com iniciativas inovadores para um mundo radicalmente melhor", diz Maria Piza, coordenadora do local.

Como o Pto de contato, o espaço oferece infraestrutura com internet, sala de reuniões e área para eventos. Aberto de segunda a sexta-feira das 8h às 20h, recebe membros e visitantes interessados em conhecer a proposta do trabalho compartilhado.


Fonte:
Portal G1

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